quarta-feira, 18 de janeiro de 2012



QUEM INVENTOU A FIBRA ÓTICA?

A fibra óptica (português europeu) ou fibra ótica (português brasileiro) é um pedaço de vidro ou de materiais poliméricos com capacidade de transmitir luz. Tal filamento pode apresentar diâmetros variáveis, dependendo da aplicação, indo desde diâmetros ínfimos, da ordem de micrômetros (mais finos que um fio de cabelo) até vários milímetros.

A fibra ótica foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kapany. Dentre os diferentes métodos de fabricação de fibra ótica existentes, os mais conhecidos são MCVD, VAD e OVD.

Funcionamento

A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único, independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz numa extremidade da fibra e, pelas características ópticas do meio (fibra), esse feixe percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas. A fibra possui no mínimo duas camadas: o núcleo (filamento de vidro) e o revestimento (material eletricamente isolante). No núcleo, ocorre a transmissão da luz propriamente dita. A transmissão da luz dentro da fibra é possível graças a uma diferença de índice de refração entre o revestimento e o núcleo, sendo que o núcleo possui sempre um índice de refração mais elevado, característica que aliada ao ângulo de incidência do feixe de luz, possibilita o fenômeno da reflexão total.

Vantagens

Em Virtude das suas características, as fibras óticas apresentam muitas vantagens sobre os sistemas eléctricos:

    Dimensões Reduzidas
    Capacidade para transportar grandes quantidades de informação ( Dezenas de milhares de conversações num par de Fibra);
    Atenuação muito baixa, que permite grandes espaçamentos entre repetidores, com distância entre repetidores superiores a algumas centenas de quilômetros.
    Imunidade às interferências eletromagnéticas;
    Matéria prima muito abundante.

Desvantagens

    Custo ainda elevado de compra e manutenção;
    Fragilidade das fibras óticas sem encapsulamento;
    Dificuldade de conexões das fibras óticas;
    Acopladores tipo T com perdas muito grandes;
    Impossibilidade de alimentação remota de repetidores;
    Falta de padronização dos componentes ópticos.

Aplicações

Uma característica importante que torna a fibra ótica indispensável em muitas aplicações é o facto de não ser suscetível à interferência eletromagnética, pela razão de que não transmite pulsos elétricos, como ocorre com outros meios de transmissão que empregam os fios metálicos, como o cobre. Podemos encontrar aplicações do uso de fibra ótica na medicina (endoscopias por exemplo) como também em telecomunicações (principalmente internet) em substituição aos fios de cobre.


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