quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SAÚDE




PAROTIDITE INFECCIOSA
(PAPEIRA)

A parotidite infecciosa, popularmente conhecida como papeira (português europeu) ou caxumba (português brasileiro), é uma doença de transmissão respiratória, causada pelo vírus H1N1 da parotidite infecciosa. É uma doença da infância geralmente inócua, mas pode causar alguns problemas no adulto. A inflamação de uma ou ambas glândulas salivares parótidas, responsáveis por produzir saliva, são sua principal característica.[1]

[editar] Vírus da Parotidite
O vírus da caxumba tem formato aproximadamente esférico e é composto por camadas concêntricas de lipídeos, grandes moléculas de proteína e ácido nucléico. No interior, encontra-se um núcleo de uma molécula, único longa de RNA embrulhado em proteína que é introduzida na célula humana.

Grupo: Grupo V ((-)ssRNA)
Ordem: Mononegavirales
Familia: Paramyxoviridae
Gênero: Rubulavirus
Espécie: Vírus da parotidite

É um vírus da família dos paramixovirus, parente do vírus do sarampo. O seu genoma é de RNA simples, de sentido negativo (a cópia é que serve de mRNA para síntese proteica). É envelopado, pleomórfico variando de 100-600nm, e de formato esférico, muitas vezes filamentoso. O envelope contém as proteínas hemaglutinina e neuraminidas, que participam das reações imunológicas, sendo antígenos virais.

Epidemiologia

É altamente infeccioso. Os vírus são transmitidos por gotas de espirros, tosse, respiração em ambiente fechado ou por contato direto com a saliva . Pode ser transmitido ao se compartilhar copos, pratos e talheres. O vírus também pode sobreviver fora do organismo por algumas horas e, em seguida, ser transmitido após o contato caso a pessoa encoste nele e depois encoste na mão na boca ou no nariz. A pessoa infectada com caxumba pode contaminar outros, entre aproximadamente seis dias antes do início dos sintomas até cerca de 9 dias após início dos sintomas. O período de incubação (tempo até o início dos sintomas) pode ser 14-25 dias, mas é mais tipicamente 14-25 dias, em média de 16 a 18.

O ser humano é o único hospedeiro natural. O vírus atravessa a placenta, sem causar má-formações mas pode causar aborto.
Progressão e sintomas
A pessoa começa a apresentar sintomas apenas cerca de duas a três semanas depois de ser contaminada.

A parotidite infecciosa é uma enfermidade contagiosa aguda caracterizada por um aumento não supurativo de uma ou ambas glândulas salivares parótidas, e também as outras glândulas salivares, sendo outros órgãos também acometidos. Complicações são mais comuns em homens após a puberdade.

O vírus penetra pela boca e vai até à glândula parótida (canal de Stenon) onde se dá a multiplicação primária, viremia e localização nos testículos, ovários, pâncreas, tireóide, cérebro, próstata, fígado, baço e timo. A multiplicação também se pode dar no epitélio superficial respiratório, viremia e localização nas glândulas salivares e outros órgãos.

Os sintomas mais comuns são:

Inchaço doloroso das parótidas (90% dos casos em ambas),
Febre,
Dor de cabeça,
Garganta inflamada,
Perda do apetite,
Náusea,
Vômito,
Dores nos testículos em 30% dos casos após a puberdade,
Dor nos ovários em 5% dos casos.

Entre 20 e 30% das infecções pelos vírus da caxumba são assintomáticas ou mesmo que as glândulas salivares inflamem não é muito visível.

Ocasionalmente em adultos ou adolescentes, quando tratada de forma equivocada ou displicente, pode comprometer o sistema nervoso central (meningoencefalite) e testículos (orqui-epididimite), raramente resultando em surdez e esterilidade. Raramente ocorrem essas complicações em crianças, sendo que esterilidade só ocorre em indivíduos do sexo masculino durante ou após a puberdade, logo nunca em crianças.

Outras possíveis complicações incluem:

Meningite asséptica,
Pancreatite,
Infecção da tireóide,
Infecção dos neurônios,
Atrofia dos testículos,
Problemas nos ovários,
Problemas cardíacos e,
Infecção nos rins.

Uma complicação rara é o desenvolvimento de encefalite, podendo levar à edema cerebral, manifestações neurológicas graves e levar a morte.

A imunidade após resolução geralmente é para toda a vida. A mortalidade é baixa e principalmente em adultos.
Diagnóstico

Mulheres adultas que ainda não tiveram a doença, e não tomaram a vacina quando crianças, e querem engravidar devem tomar a tríplice viral para evitar sérias complicações na gravidez. Homens adultos e adolescentes também devem tomar para evitar problemas nos testículos que podem resultar em infertilidade.

Um exame físico confirma a presença das glândulas inchadas. Geralmente a doença é diagnosticada na anamnese, sem necessidade de testes laboratoriais de confirmação. Caso haja incerteza sobre o diagnóstico, um teste de saliva ou sangue podem ser realizados. As provas sorológicas podem ser feitas por neutralização, inibição da hemaglutinação ou ELISA.

Possíveis diagnósticos diferenciais incluem: Cálculo de dutos parotidianos, hipersensibilidade a drogas (iodetos, fenilbutazona, tiouracil, dentre outras), ingestão excessiva de amidos, sarcoidose, cirrose, diabetes, parotidite etiologiapiogênica, inflamação de linfonodos, tumores parenquimatosos, hemangioma, linfangioma.
Prevenção

A vacina é altamente eficaz e raramente produz efeitos colaterais. É feita através da vacina tríplice viral (MMR), geralmente entre 12 e 15 meses de vida (1ª dose), 4 e 6 anos (2ª dose) e 11 e 12 anos (3ª dose). Caso todas sejam tomadas possui 97% de chance de proteger contra uma infecção natural. Os anticorpos maternos protegem os filhos durante os primeiros meses de vida.

Adultos e adolescentes que nunca foram infectados nem tomaram a vacina também devem ser imunizados, especialmente mulheres que planejam engravidar.

                                   




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